segunda-feira, 21 de julho de 2014

«Só trabalho não chega, tem de haver qualidade» Jorge Jesus

Jorge Jesus, Treinador Benfica, Taça de Honra 2014, SL benfica 0-1 Sporting, video

Share on Google+
Jorge Jesus na flash interview à BTV manda indirecta para quem quiser ouvir!
Pode prometer um Benfica melhor frente ao Ajax?
«O que posso prometer é o mesmo dos últimos 5 anos, qualidade no trabalho, tentar valorizar ao máximo a equipa, os jogadores e tentar chegar aos títulos. Mas só trabalho não chega, tem de haver qualidade.»

Por aqui imediatamente se percebe que está previsto mais saírem, vendidos ou emprestados, Enzo quase de certeza, Gaitán esperar para ver, Djuricic já foi. O problema e o que mais preocupa JJ não são as alas e/ou a defesa, aí as soluções ainda se amontoam, é certamente o meio campo, é a saída de Enzo.
O treinador do Benfica ontem na final com o Sporting, médios centro disponíveis só "miúdos", jogou com um da formação João Teixeira e a nova contratação Talisca, ambos prometem mas não deixam de ser jogadores em formação, Talisca ainda acumula o processo de adaptação ao futebol europeu.

Jogadores feitos que possam pisar o meio campo do Benfica, se Enzo sair, só Rúben Amorim, André Almeida e Fejsa. Enquanto Amorim pode facilmente assumir a titularidade, quer como médio defensivo quer como médio mais avançado, André Almeida ainda está longe de poder ser opção para titular indiscutível, no meio campo. Fejsa na melhor das hipóteses estará a 100% só em Janeiro, lembrar ainda a susceptibilidade de Rúben Amorim a lesões.
O cenário não se apresenta fácil para uma equipa candidata a vencer tudo. Esta é a preocupação de Jesus.

A outra dúvida que se levanta é se todas as contratações passam pelo aval do treinador do Benfica, porque isto foi um claro aviso à navegação para dentro e para fora.
O treinador do Benfica tentou ser mais pedagógico, politicamente correcto, na conferência de imprensa que se seguiu aos restantes meios de comunicação social (ver vídeo), mas ainda assim voltou à carga...

«O Benfica procura ir buscar jogadores que não são muito conhecidos antes de chegarem ao clube, com algumas excepções. Nos outros anos tínhamos uma base para ajudar a criar os novos jogadores. Agora, com a saída de tantos jogadores, quem chega tem de ser primeira opção. Somos obrigados a correr mais riscos.»

+ Recentes